7 Prisioneiros Jun 2026

O título do filme opera em duas camadas metafóricas. A primeira é literal: o grupo de sete jovens (inicialmente) confinados no ferro-velho. A segunda, mais profunda, diz respeito à estrutura social.

Este artigo propõe uma análise do filme brasileiro 7 Prisioneiros (2021), dirigido por Alexandre Moratto, a fim de explorar as dinâmicas de trabalho análogo à escravidão no Brasil contemporâneo. Através da interpretação da metáfora do "jogo" e da "prisão", o estudo examina como o filme desconstructa a noção de meritocracia e expõe as redes de exploração que sustentam a economia urbana. O foco recai sobre a transformação do protagonista, Mateus, de vítima a cooptador, ilustrando a complexidade moral da sobrevivência em sistemas estruturalmente desiguais. 7 prisioneiros